Quem é você, Alasca? - John Green

21 dezembro 2015

Não sou das leitoras mais vorazes de jovem adulto ou livros voltados para o público adolescente, mas em geral, não os leio porque acredito que eles não falam mais ao meu mundo e isso se torna um pouco cansativo para mim, mas, entenda não é preconceito ou qualquer coisa do tipo, é só que prefiro ler coisas com as quais me identifico mais, tendo em vista que já faz uma adolescência que sai da minha própria adolescência, ou seja, lá se vão uns 15 anos!

Quem é você, Alasca?
John Green 
Intrínseca 
2015 - 336 pgs
Este livro foi cedido pela editora para resenha, por escolha minha.


Só que há sempre uma exceção, a minha nesse quesito é John Green. 

Adoro os livros de John Green, minhas experiências com ele têm sido muito boas. Ele tem um tom na sua escrita que me cativa, apesar de escrever para adolescentes, ele não rebaixa seus diálogos a coisas óbvias, quando tratamos de livros de jovem adulto muitas vezes temos uma série de clichês repetidos. É claro que ele tem um padrão de personagens, adolescentes nerds, inteligentes, porém, bastante sarcásticos, talvez um tanto quanto ele mesmo, mas isso já é divagação minha, porém os livros são muito bem escritos.

Quem é você Alasca conta a história de Alasca Young e seus amigos Miles Halter (Bujão), Chip Martin (Coronel), Takumi Hikohito e Lara Buterskaya. Apesar da Alasca do título, o livro é mais centrado em Miles, já que é ao redor dele que todos os personagens orbitam. 

Miles é o típico adolescente nerd que sofre bullying e se mantem isolado e sem amigos, até se transferir para uma escola secundária em forma de internato. É lá que conhece os outros personagens e quer encontrar seu Grande Talvez, ou seja, um dos grandes momentos de sua vida. 

Bujão, como Miles é nomeado pelo Coronel e Alasca, passa então a viver diversas experiências com os amigos, desde fumar e beber, até aprontar trotes com os professores da escola e ter suas primeiras experiências amorosas. 

A história é sobre o desabrochamento de um adolescente, que sofria bullying constantemente e tinha se fechado para o mundo. Na introdução da edição especial da Intrinseca, John Green comenta que parte da história é baseada nas suas próprias experiências, mas, obviamente não tudo. Não sabia sobre essa inspiração do autor na própria vida e achei interessante que ele assumisse isso. 

Como eu disse, gosto muito da escrita do John Green, é engraçada, é fluída, você se diverte a cada página é leve, mesmo tratando de assuntos pesados, os personagens são mais complexos do que em muitos livros de YA e por isso, muito mais interessantes. Talvez parte daquilo que eu goste nesses livros parta da minha própria identificação com esses adolescentes nerds que tentam se firmar diante dos demais, tentam cada um à sua forma sobreviver, e ao mesmo ter os seus grandes momentos. 

A história tem muitos mais do que eu disse, inclusive um enorme acontecimento, mas como isso ocorre no meio do livro, acho que não devo menciona-lo, mas esse foi outro grande ponto que me identifiquei. 

Acho que nem preciso dizer que recomendo muito a leitura de John Green, mesmo aqueles que já passaram da adolescência, a pouco ou a muito tempo, é sempre bom relembrar a alegria que dava ao descobrir que você tinha páginas e mais páginas em branco da vida para viver, porque acho que esse período tem muito a ver com esperança, com grandes expectativas, e essa é uma das melhores sensações da vida, a sensação que você pode fazer tudo e que é metaforicamente indestrutível. A gente perde isso na vida adulta, mas não deveria perder. J


Um comentário:

  1. Nossa estou adiando mais e mais essa leitura rsrs, msm já tendo lido Cidades de papel do mesmo autor (coisa de leitor né). Parabéns pelo blog!
    Visite meu blog, vai ser um prazer: http://viciodelerlivros.blogspot.com.br/

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