Jurassic Park - Michael Crichton

20 julho 2015

Eu sei que em muitas resenhas ultimamente tenho falado bastante da minha relação com o livro, por questões que muitas vezes são similares com a minha vida. Eu gosto muito de tomar a leitura num aspecto mais pessoal, levando cada um de seus assuntos a se relacionar com a minha própria experiência. Jurassic Park é mais um deles. 


Jurassic Park
Michael Crichton
Editora Aleph
2015 - 528 pgs
Este livro foi cedido pela editora como cortesia


Sou bióloga de formação e tenho mestrado em zoologia, mas estudei bichos fósseis, ou seja estudei paleontologia apesar dessa área não ser regulamentada como profissão no Brasil, sou paleontóloga. Assim, como posso ser imune a uma leitura tão próxima a minha realidade? Não posso não é mesmo?

Tenho muitos colegas de profissão que tiveram em Jurassic Park o start para suas carreiras, foram absolutamente fascinados por essa história que os conduziu as suas profissões, isso não é incomum na minha geração de profissionais. Está aí um dos aspectos mais deliciosos da arte, essa fascinação que você pode carregar por uma vida inteira, por causa de uma história bem contada. 

Confesso que este livro não foi decisivo na minha escolha, tive outras influências mas, como qualquer paleontólogo esse livro não deixa de até hoje me fascinar, mesmo depois de ter escolhido minha profissão. 

Todos já sabemos mais ou menos a temática do livro, John Hammond constrói um parque onde ele traz a vida dinossauros há muito tempo extintos, além de outros animais como por exemplo os pterossauros (que não são dinossauros ok!). Para ajudar contra profissionais como o matemático Ian Malcolm e os paleontologos John Grant e Ellie Sattler. 

Obviamente isso geraria fascinação em pessoas comuns, imaginem em profissionais da área, porém, a coisa toda foge do controle e bam! temos dinossauros ferozes soltos pelo parque. 

O livro tem uma história bem diferente do filme, tanto nos detalhes quanto na destinação e perfil dos personagens, porém nessa história não sei dizer e nem quero dizer que um é melhor que o outro, porque são obviamente linguagens diferentes, mas também ambos são importantíssimos na história do cinema e literatura. 

Há erros, obviamente na estrutura anatômica dos bichos e até mesmo em nomenclatura, mas quem se importa, certo? A história é deliciosa e nos abraça de uma forma indescritível, Michael Crichton não escreve só uma história cativante por falar de animais tão fascinantes, mas cria um enredo e uma dinâmica ótimas. Não é à toa que continua fascinando gerações e mais gerações através do encanto dos grandes répteis do Cretáceo e do Jurássico (e tb do Triássico, sim por que esse parque não é em quase nada jurássico eu o chamaria de Parque do Cretáceo pelos bichos que ele traz, mas essa sou eu sendo chata :p ).

Essa nova edição da Aleph está uma maravilha, como quase todas as edições da editora, capa e trabalho gráfico lindos!

E dá-lhe mais dinossauros!





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