Sobre Filmes: Para sempre Alice

22 abril 2015

Toda vez que eu vejo filmes ou qualquer outra coisa que trate de Alzheimer acabo me emocionando, mais por uma questão pessoal de ter lidado e estar lidando com doentes de Alzheimer na família, sei bem como é  difícil passar por uma doença como essa. 



Still Alice (2014) ou Para Sempre Alice fala sobre Alzheimer, Alice uma mulher por volta dos seus 50 anos, professora e pesquisadora de linguística, começa a sofrer de momentos de perda de memória e é diagnosticada com Alzheimer precoce. Essa doença nessa condição, tende a ser mais agressiva e mais rápida na sua evolução, se comparada à pessoas com aparecimento mais tardio, por isso a situação de Alice não é só preocupante como também muito dolorosa. 

Alice é interpretada por Juliane Moore, que venceu o Oscar de melhor atriz por esse papel, seu marido John Howard, igualmente um acadêmico e cientista, interpretado por Alec Baldwin, além de seus três filhos são o foco da história. 

A questão do filme não é só de tratar sobre a doença, mas como lidamos com aquele que a possui. Qualquer um que já passou por isso se reconhece ali ou reconhece seu parente doente, o que não é nunca um processo fácil revisitar situações de dor. Juliane Moore nos leva por essa jornada de uma forma muito doce e sutil, uma interpretação sincera e simples, o que mais me surpreendeu foi a ausência (ótima) de exageros, digo em relação à dramaticidade dos  sintomas, a preferência foi lidar com isso de forma clara e amorosa e não sensacionalista, com a intenção de criar choros constantes na platéia, ao meu ver a doente é vista com respeito. 



Quase todos os estágios do Alzheimer são mostrados, os pequenos esquecimentos, a progressiva perda de controle de funções básicas até o quase estágio de ausência total de consciência de si e do mundo mas, como disse não senti como intuito do filme ser dramático, mas justamente mostrar que apesar da doença Alice ainda estava ali, ela ainda era ela, perdendo aos poucos suas memórias, suas conquistas intelectuais, sua independência e individualidade, mas ela ainda está ali mesmo que por 10 segundos em 1 dia. 

O filme é adaptado do livro de mesmo nome escrito por Lisa Genova e lançado no Brasil em 2014. 

Ao meu ver, Juliane Moore merece o Oscar que levou, não dá para dizer que ela não está ótima nesse papel, recomendadíssimo e mais que isso é uma experiência para quem nunca teve contato com essa síndrome, por que se sensibilizar com a dor do outro nunca é demais. 


Até mais!




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