Sobre escritores: Nadine Gordimer

24 fevereiro 2015

Uma das mais legais oportunidades de ter parcerias aqui no blog é poder conhecer novos autores, abrir novas possibilidades literárias, quando li Nadine Gordimer descobri não só um bom livro, mas uma autora que falou comigo como leitora e me deixou com muita vontade de ler toda a sua obra. 



Nadine Gordimer é uma escritora sul-africana nascida em 1923, ganhadora do Nobel de Literatura em 1991 e falecida em 2014. 

Nadine escreveu mais de 30 livros, grande parte deles escreve sobre o apartheid e as relações humanas nesse contexto na África do Sul. Parte de seu ativismo é proveniente de sua mãe que ajudava crianças negras quando Nadine era criança. Fato é, que Nadine é resultado de seu meio, só que ao contrário, numa época em que o racismo imperava, ela foi contra a maré e se tornou uma voz contrária , dialogando em seus livros sobre o assunto. 

Filha de pais judeus mas, criada de forma secular, estudou em escola católica e foi nessa mesma época de escola que ela começou a escrever, aos 15 anos, sua primeira história, um conto, foi publicado em 1937. 

Numa matéria publicado no New York Times, Nadine referenciou a si mesma não como uma escritora política, mas uma pessoa imersa numa cultura na qual questões politicas importantes eram ponto essencial:

“I am not a political person by nature, I don’t suppose, if I had lived elsewhere, my writing would have reflected politics much, if at all.”

Seus livros refletem mais as relações humanas do que essencialmente, questões políticas, é uma abordagem em que escolhas morais dos personagens estão imersos nesses aspectos políticos. Três de seus livros foram banidos no seu país, durante a época do apartheid entre 1948 e 1994, são eles A World of Strangers (1958), The Late Bourgeuis World (1966) e Burguer's Daughter (1979). 

Nadine após o fim do apartheid escreveu igualmente sobre a relação entre outras culturas dentro da África do Sul, como é o caso de O Engate, que fala sobre a relação de muçulmano e uma sulafricana branca. Como pode se ver a obra de Nadine é muito mais complexa e rica do que podemos imaginar. 

Seu último trabalho O Melhor é o Tempo Presentefoi lançado em 2012 e no Brasil no ano passado pela Companhia das Letras. 

Nadine é daquelas autoras que todos deveríamos ler pela sua qualidade mas, igualmente por descrever um momento e uma realidade na qual todos de alguma forma estamos inseridos. Segundo ela, não foi a questão racial que a fez escrever mas, a it was learning to write that sent me falling, falling through the surface of the South African way of life.

Até mais!

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