Melhores leituras de 2014

18 dezembro 2014

Para começar as listas de fim de ano, vamos a primeira, melhores livros de 2014!


1. A morte do pai de Karl Ove Knausgard


Não tenho a menor ideia de como definir o porquê esse livro é bom, ele é duro, seco, frio em alguns momentos, absurdamente real e verdadeiro, talvez a sua beleza esteja justamente no fato de que Karl Ove consegue dissecar sua vida de uma forma que torna toda a leitura uma experiência fantástica. 







2. Um outro amor de Karl Ove Knausgard

Diria a mesma coisa que disse no item acima, o padrão da escrita crua de Karl Ove se mantém, mesmo que em outro foco, toda a sua forma rasgada de contar a vida sem pudores ou limites morais é de sufocar em alguns momentos da leitura. 








3. Diga o nome dela de Francisco Goldman

Esse ano para mim foi uma descoberta de livros que falam sobre luto, não porque eu tenha passado por isso, mas sinto que da mesma forma como Karl Ove abre sua vida sem pudores, Francisco abre seu coração sem os mesmos pudores, a forma como ele honra a memória de sua esposa neste livro é de se emocionar com toda certeza. 







4. O amor de uma boa mulher de Alice Munro

Esse ano foi o ano que mais li autoras mulheres e dentre as que mais gostei foi Alice Munro, sua maneira de escrever delicada e ao mesmo tempo direta, me proporcionou uma das melhores leituras do ano, além de tudo, o foco central dos contos de Alice é sempre a mulher o que dá um tom a mais para seu livro. 







5. O engate de Nadine Gordimer 

Outra autora que entrou pro hall das favoritas da vida neste ano foi a sul-africana, falecida este ano, Nadine Gordimer. Autores africanos entraram com certeza naquela categoria de : “compro sem pensar duas vezes”, até hoje ainda não li um livro de literatura africana que tenha me decepcionado e Nadine está aí. A autora lida com questões como o apartheid e a relação amorosa entre negros e brancos, temas que me atraem demais. Em O engate além de falar sobre a relação de preconceito na sociedade, Nadine aborda o preconceito nas relações entre uma sul-africana rica e um imigrante muçulmano. 



6. Vermelho amargo de Bartolomeu Campos de Queirós

Bartolomeu fala sobre a relação com seu pai e sua madastra na infância, após a morte de sua mãe. É um relato dolorido, entretanto intenso e poético, a intensidade da narrativa de Bartolomeu é impressionante, o livro é curto mas, ao final a sensação é de ter lido 700 páginas incríveis. 








7. O ano do pensamento mágico de Joan Didion

Aqui mais um dos livros sobre luto neste ano, Joan Didion nos conta a perda de seu marido com o qual conviveu diariamente durante décadas. Em meio a um momento turbulento em que sua filha está gravemente doente, o marido de Joan sofre um enfarto e morre na sua frente. Joan usa a literatura para contar seu relato, e ao mesmo lidar com esse processo de luto. O livro é lindo, muito dolorido, por isso já vi diversas pessoas comentarem que não conseguem ler o livro justamente por causa disso, mas eu acho lindo a forma como esses livros lembram as pessoas que morreram, em geral é destacado pequenos acontecimentos, pequenos detalhes e momentos do dia a dia para relatar a falta que esses parentes mortos fazem. 


8. Um Cântico para Leibowitz de Walter M. Miller Jr.

Um Cântico para Leibowitz é um daqueles livros que nos surpreendem fortemente, não conhecia nem o autor nem o livro, mas recebi o livro através da parceria com a Editora Aleph e foi uma leitura maravilhosa. O livro relata um período num futuro longínquo após uma guerra nuclear, Walter Miller constrói uma sociedade que mais parece que voltamos no tempo até a Idade Média, onde grande parte das relações é mediada por religiosos ou por clãs, moradores de pequenos territórios, que guerreiam entre si. O tom é divertido, irônico e traz referências fantásticas. A grande surpresa do ano. 



9. The Bell Jar de Sylvia Plath

Não aguentei esperar a tradução e li em inglês mesmo, The Bell Jar é um livro melancólico e extremamente triste, por isso acho que é um dos poucos livros que eu já li que deve ser analisado o momento para ser lido, não é fácil seguir as páginas do livro de Sylvia, e é essa intensidade que torna o livro magnifico. 







10. Festa no Covil de Juan Pablo Villalobos 

Festa no Covil parte da perspectiva de uma criança para falar sobre o tráfico de drogas no México, este é o livro de estreia de Juan Pablo Villalobos, que constrói lindamente sua narrativa através da linguagem de uma criança. Narrativa essa que fala sobre morte, assassinato, prostituição, tráfico, contada por uma criança, e isso é genial, porque usa de diálogos simples para uma história muito complexa.






E você quais os melhores livros que leu em 2014?

Até mais!

3 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir

Olá ! Obrigada pelo comentário, ele será respondido aqui mesmo, ok!?
Obrigada pela visita e até mais!

 
FREE BLOGGER TEMPLATE BY DESIGNER BLOGS