Sobre Filmes: Mar Adentro

25 julho 2013

Eu assisti esse filme quase que na obrigação durante a faculdade, você pode me perguntar o que tem a ver esse  filme com Biologia? É ... pois é, nada de verdade, como já disse anteriormente, na graduação tive que cursar disciplina de Língua Portuguesa, muitos foram os trabalhos, leituras, resenhas, e leituras + filmes + textos emotivos falando sobre o contexto que os dois se encontravam .... :)




Assisti a esse filme e, me apaixonei, fui ver por obrigação e se tornou um dos meus filmes favoritos. Mar Adentro (Mar Adentro, The Sea Inside) conta a história real de Rámon Sampedro, interpretado pelo brilhante Javier Bardem e dirigido  por Alejandro Amenábar, é uma produção espanhola de 2005. Devo admitir que nos últimos anos o cinema espanhol tem cativado a minha atenção (e de muita gente) com produções belíssimas, sensíveis e com atores fantásticos. 




Esse  filme se baseia na história real do marinheiro espanhol, Rámon Sampedro, que ficou tetraplégico após um acidente em um mergulho durante sua juventude. Rámon lutou por 30 anos pelo direito de morrer, de praticar com assistência devida a eutanásia, pois não considerava a sua forma atual de vida como uma vida digna de ser vivida. 

O filme mostra essa luta, mas mostra muito mais, a forma que Rámon "criou" para escapar de sua incapacidade motora, ao menos na sua imaginação, a relação com sua família, e no final os laços estreitados com uma jornalista (Bélen Rueda). 

É óbvio que este tipo de decisão lhe causou problemas não só em relação a opinião pública, mas com a Igreja e também com sua própria família, que não aceitava o fato de que de forma lúcida e consciente havia decidido que queria morrer. 




"Quando você não pode escapar e sempre depende de alguém para se apoiar você aprende a chorar sorrindo" 
Rámon Sampedro - Mar Adentro



Rámon Sampedro


Rámon era um homem inteligente, doce, perspicaz e que bateu de frente com uma questão bastante polêmica, temos o direito de escolher a hora de nossa morte se assim, o quisermos? É notório que esse tipo de pergunta gera todo tipo de resposta, opinião e preconceito mas, o essencial é que Rámon nos deixa uma questão a decidir, devemos impedir os outros de decidir conscientemente por si mesmo o que quer fazer com sua vida? 

A resposta é pessoal e a cada um deve decidir se Rámon tinha ou não razão no que pedia, mas acima de tudo o filme vale pela sensibilidade com que trata o assunto, a forma digna como é retrato Rámon, e a atuação fantástica de Javier Bardem, pode não parecer mas esse filme é lindo de se ver, principalmente pelo que Rámon nos mostra, o valor da vida bem vivida e que a vida também é uma escolha.



Até mais !




11 comentários:

  1. Mel, que boa lembrança esse seu post.
    Eu vi esse filme há muitos anos e até hoje me lembro de detalhes. Chorei como nunca, lindo filme. E ótima resenha!
    Beijos

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  2. Melissa, eu ainda não conhecia este filme e fiquei interessada duplamente, pois adoro tudo o que o Javier Bardem faz, acho ele um excelente ator. Também tenho me interessado mais por filmes que não fazem parte do chamado "circuito comercial", como filmes espanhóis e franceses, que tem me dado excelente descobertas. Sua resenha como sempre está show de bola e fiquei curiosa para ver o filme. Um beijão! Bom domingo! ;)

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  3. Vixi, parece que o meu comentário anterior sumiu...
    Melissa, gostei muito da sua resenha e não conhecia este filme. Me deixou duplamente interessada, pois adoro filmes espanhóis e ainda mais o ator Javier Bardem, acho ele excelente (além de lindo!). Atualmente estou tendo oportunidade de conhecer outras filmografias que vão além do chamado "circuito comercial", como filmes franceses e espanhóis. Um beijo e bom domingo! ;)

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  4. Nossa, que indicação excelente!

    Melissa, eu não conhecia o filme e fiquei interessada logo quando li o nome Javier Bardem [ai, esse homem!]e após ler a sua resenha, a vontade de assisti-lo aumentou... Preciso ver o quanto antes!
    Eu não sou a 'entendida' do cinema espanhol mas algo que me atraí nos filmes desse país são as cores, não sei como explicar isso, mas eu fico até mais feliz após um filme espanhol, rs.

    Beigos!

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    1. haha todas amamos Javier ;)
      Eu também não sou entendida de cinema espanhol, mas confesso que gosto muito de quase tudo que assisto !
      bjos

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  5. Nunca vi esse filme, mas agora confesso que fiquei curiosa! Nunca vi um filme espanhol, não que eu me lembre o.O
    Não é meu tipo de gênero preferido, mas parece ser bom. Vou procurar!
    Beijos,

    http://missthay.blogspot.com.br/

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  6. Melissa, ótima resenha! Como comentei vagamente, eu amo esse filme pela simplicidade, pela mensagem e pela reflexão. Eu sou a favor da livre escolha do indivíduo em tais condições. Engraçado, mesmo torcendo por Rámon, eu não queria perdê-lo. Chorei bastante, foi uma mistura de alegria e tristeza, mas principalmente de alívio, de Rámon ter finalmente vencido a batalha que ele tanto lutou.
    Beijos!

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    1. Eu tb chorei tanto com esse filme, aliás choro toda vez que assisto! bjão

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