Sobre poesia : Amazonas de Pablo Neruda

06 maio 2013



Amazonas,
capital das sílabas da água,
pai patriarca, és
a eternidade secreta
das fecundações,
te caem os rios como aves, te cobrem
os pistilos cor de incêndio,
os grandes troncos mortos te povoam de perfume,
a lua não pode vigiar-te ou medir-te.
És carregado de esperma verde
como árvore nupcial, és prateado
pela primavera selvagem,
és avermelhado de madeiras,
azul entre a lua e as pedras,
vestido de vapor ferruginoso,
lento como um caminho de planeta.

em Canto Geral 

2 comentários:

  1. Melissa, não conheço muito de Neruda, apenas alguns sonetos que li durante um sarau...
    Estou em falta com esse moço, sempre digo que vou ler e NADA!

    Achei muito bonito esse poema, e a imagem... LINDÍSSIMA!

    Beigos!

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