Sobre poesia: Daddy de Sylvia Plath

26 abril 2013

Olá!

Ontem a noite tive o prazer de ser apresentada a um vídeo que para mim foi um grande presente. A Michelle Henriques do blog  ...in a handful of dust postou esse vídeo e nos apresentou uma preciosidade!

Este vídeo é uma narração de Sylvia Plath de seu próprio poema "Daddy", como disse na página do blog no facebook, é um daqueles textos que dói, mas ao mesmo é lindíssimo. Mas, o mais interessante desse vídeo é mostrar a própria autora da poesia, declamando seu poema a ponto que a emoção do texto em si é mais perceptível do que qualquer outra pessoa lendo, bom pelo menos na minha opinião. 

Sylvia Plath é uma das minhas buscas atuais, conhece-la mais assim como sua obra. Este poema é um de seus mais famosos e se você gosta de poesia provavelmente já se deparou com ela por aí, assim como eu que pouco conheço Sylvia, mas já trombei com esse poema algumas vezes. 

Segue o vídeo e o poema no seu original. (nesse blog há uma tradução para aqueles que não lêem em inglês clique aqui)




"DADDY" - Sylvia Plath

You do not do, you do not do
Any more, black shoe
In which I have lived like a foot
For thirty years, poor and white,
Barely daring to breathe or Achoo.

Daddy, I have had to kill you.
You died before I had time---
Marble-heavy, a bag full of God,
Ghastly statue with one grey toe
Big as a Frisco seal

And a head in the freakish Atlantic
Where it pours bean green over blue
In the waters off beautiful Nauset.
I used to pray to recover you.
Ach, du.

In the German tongue, in the Polish town
Scraped flat by the roller
Of wars, wars, wars.
But the name of the town is common.
My Polack friend

Says there are a dozen or two.
So I never could tell where you
Put your foot, your root,
I never could talk to you.
The tongue stuck in my jaw.

It stuck in a barb wire snare.
Ich, ich, ich, ich,
I could hardly speak.
I thought every German was you.
And the language obscene

An engine, an engine
Chuffing me off like a Jew.
A Jew to Dachau, Auschwitz, Belsen.
I began to talk like a Jew.
I think I may well be a Jew.

The snows of the Tyrol, the clear beer of Vienna
Are not very pure or true.
With my gypsy ancestress and my weird luck
And my Taroc pack and my Taroc pack
I may be a bit of a Jew.

I have always been scared of *you*,
With your Luftwaffe, your gobbledygoo.
And your neat mustache
And your Aryan eye, bright blue.
Panzer-man, panzer-man, O You---

Not God but a swastika
So black no sky could squeak through.
Every woman adores a Fascist,
The boot in the face, the brute
Brute heart of a brute like you.

You stand at the blackboard, daddy,
In the picture I have of you,
A cleft in your chin instead of your foot
But no less a devil for that, no not
Any less the black man who

Bit my pretty red heart in two.
I was ten when they buried you.
At twenty I tried to die
And get back, back, back to you.
I thought even the bones would do.

But they pulled me out of the sack,
And they stuck me together with glue.
And then I knew what to do.
I made a model of you,
A man in black with a Meinkampf look

And a love of the rack and the screw.
And I said I do, I do.
So daddy, I'm finally through.
The black telephone's off at the root,
The voices just can't worm through.

If I've killed one man, I've killed two---
The vampire who said he was you
and drank my blood for a year,
Seven years, if you want to know.
Daddy, you can lie back now.

There's a stake in your fat, black heart
And the villagers never liked you.
They are dancing and stamping on you.
They always knew it was you.
Daddy, daddy, you bastard, I'm through.



Até mais!

10 comentários:

  1. Incrível esse poema, Melissa!

    No último ano comecei a ler e ouvir mais o nome dela, mas mesmo assim não corri atrás para ler nenhum livro da Sylvia, quem sabe - em breve - eu tome vergonha na cara e leia algo dela! :)

    Beigos,
    Maura - Blog da /mauraparvatis.

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  2. Muito bonito mesmo!
    Não conhecia!
    Beijinhos
    Rizia - Livroterapias
    Livroterapias

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  3. Melissa, muito bom poder compartilhar meu amor pela Sylvia com vocês.
    Esse poema dói demais, mas é tão maravilhoso! Impossível ouvir apenas uma vez!
    Beijos

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  4. Que interessannte ler um poema em ingles...nunca tinha me ocorrido fazer isso rsrs....achei bem interessante.

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    Respostas
    1. Oi Claudia é bem melhor ler na língua original porque vc sente toda a brincadeira com as palavras que autora quis transmitir, isso acaba se perdendo na tradução, bjos

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  5. Oie Melissa =D

    Vou confessar que não consegui ler o poema até o final ='/
    Sou meio emotiva quando o assunto é pai, pois o meu foi morar com Deus a pouco tempo então sabe como é ....

    Beijos e uma ótima semana;***

    Ane Reis - mydearlibrary

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    Respostas
    1. Oi Ane, sinto muito pela perda do seu pai! Totalmente compreensível que não consiga ler e nem deve, machuca demais ! bjos

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  6. Oi Melissa! Tudo bem?
    Já ouvi falar muito de Sylvia Plath, mas nunca procurei conhecer seus trabalhos!
    Que poema maravilhoso, me emocionei! Ainda mais lindo no vídeo, a emotividade é palpável!
    Ótimo post!
    Obrigada pela visita e comentário :)
    Tem post novo no blog: Resenha - Garota Exemplar
    Beijos, Nathi
    @bookswonderland
    Books in Wonderland

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  7. Também já ouvi falar muito da Sylvia nas aulas de literatura na faculdade. Eu como nunca fui muito ligada em poesia, dei pouca atenção, mas esse poema e mesmo lindo e triste.

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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