Resenha : Frankenstein de Mary Shelley

22 fevereiro 2013

Bom, e eu reli Frankenstein. Tinha lido a primeira vez em 2006 para uma disciplina da faculdade, sim eu fiz Biologia mas era disciplina obrigatória mesmo em Ciências Biológicas cursar Língua Portuguesa. Bom, cursei a disciplina e tive de ler e reler diversos clássicos da literatura naquele ano para poder fazer resenhas e trabalhos, e um deles foi Franskeisntein. 

O livro estava aqui na estante e fiquei com vontade de reler, ele não é muito grande, por isso li super rápido. 
E me recordo que quando li gostei muito e minha opinião não mudou.

Não vou mentir é um texto um tanto quanto pesado, no sentido de ser bastante lento em alguns pontos, mas a história sempre me cativa. 

Franskenstein
Mary Shelley
Martin Claret (texto integral)
208 páginas 

Sinopse 


A princípio, tratava-se de um pequeno conto sobre um jovem estudante suíço que ambicionava criar um ser ideal, injetando vida a um corpo morto. Mais tarde, transformado em romance, tornou-se um marco na literatura do gênero. Frankenstein ou o Moderno Prometeu (Frankenstein; or the Modern Prometheus, no original em inglês), mais conhecido simplesmente por Frankenstein, é um romance de terror gótico com inspirações do movimento romântico, de autoria de Mary Shelley, escritora britânica nascida em Londres. O romance relata a história de Victor Frankenstein, um estudante de ciências naturais que constrói um monstro em seu laboratório. Mary Shelley escreveu a história quando tinha apenas 19 anos, entre 1816 e 1817, e a obra foi primeiramente publicada em 1818, sem crédito para a autora na primeira edição. Atualmente costuma-se considerar a versão revisada da terceira edição do livro, publicada em 1831, como a definitiva. O romance obteve grande sucesso e gerou todo um novo gênero de horror, tendo grande influência na literatura e cultura popular ocidental. (fonte : Skoob)



O livro foi escrito por Mary Shelley quando ela tinha só 19 anos, entre 1816 e 1817 e sua publicação se deu em 1818, sem créditos a escritora.

O romance é narrado através de cartas escritas pelo Capitão Robert Walton a sua irmã. Victor que estava viajando no navio do capitão é encontrado e começa a narrar toda a história a Robert. 

Não acho que este romance possa ser dito como uma história de terror, ao meu ver se trata muito mais de uma história sobre os dramas pessoais, na busca pela perfeição e poder.

Qualquer um que tente buscar a perfeição, seja no que for ao meu ver, terá uma busca impossível visto que somos seres imperfeitos e por isso passíveis a erros. E muitas vezes nessas buscas, machucamos e passamos por cima dos sentimentos dos outros. Caso aqui do Doutor criador e de sua criação.

Essa é a busca da nossa personagem principal, Victor Frankeinsten é um homem devotado a ciência, sua pequena busca era a de criar a vida, é quase a busca pelo poder criador, o que comumente chamamos de "Deus". Victor queria ser a seu modo Deus criando e trazendo de volta a vida. 

Com isso, rompe diversas barreiras, mas também caí em dilemas éticos, faz movimentos extremamente questionáveis, tudo na sua mente em prol da descoberta, da ciência ou seria de agradar o seu ego e dizer que ele tinha o poder de gerar a vida? 

Pensando na situação de Frankeinstein, pode-se mesmo questionar os limites da ciência até onde ela deve ir e até onde pode se intrometer no curso natural das coisas, há limites ? quais são ? quem determina ?

Aparentemente Mary Shelley quis sim demonstrar que para tudo e principalmente pela busca do poder, seja na forma que for, mesmo de criar e desenvolver o dom de gerar a vida, há limites. 


“Eu seria o primeiro a romper os laços entre a vida e a morte, fazendo jorrar uma nova luz nas trevas do mundo."

"Ressurreição! Sim, isso seria nada menos que o poder de ressurreição.”

Obviamente ele criou, gerou vida a partir da morte ou de pedaços dela, aí começa então a saga das consequências de tal ato. 

Cria uma vida que assusta, que amedronta, que causa horror a todos e ao próprio criador. Mas a criatura gerada demonstra ao longo de suas ações, sentimentos e até atos de bondades, que mudam conforme encara os que o cercam, ignoram e maltratam. 

Tudo é relativo na história inclusive os sentimentos por ela gerada, ao longo do texto, você sente compaixão pelo monstro e pelo cientista, mas depois alterna o sentimento de raiva com cada um deles. 

Enfim, a grande questão é : quem é o monstro na história, o homem de ciência que cria para satisfazer seu desejo de poder de gerar a vida, de trazer alguém de volta dos mortos, ou o ser criado a sua revelia, gerado pela morte e que a todos assusta ?

Bom, acho que você mesmo tem de responder depois de ler esse livro. 

Gosto muito dessa alternância de sentimentos que a história proporciona. Eu fiquei comovida com a história, uma dor e uma certa conivência minha com as atitudes do monstro ... enfim fiquei com dózinha dele :)                                                                                    
                                                                                   
Mas para algumas pessoas a história pode ser lenta e  meio maçante. Recomendo a leitura principalmente por ser um clássico da literatura mundial. 

Diversas foram as adaptações para o cinema, a primeira foi em 1910, mas a mais famosa é a de 1931, com o ator Boris Karloff como o monstro. A foto logo acima, a direita é proveniente dessa adaptação, a que consagrou o "rosto" e a forma do monstro criado por Mary Shelley.


Até mais!


PS : E com este livro cumpri mais um item do meu Desafio Literário pessoal de 2013 ! O item Ler um livro clássico ! Yay!




10 comentários:

  1. Eu ainda não li esse livro, mas recentemente li uma pesquisa sobre o assunto que a editora Lafonte publicou e gostei muito. Pensar que uma mulher tão nova criou um livro maravilhoso e o melhor viveu o sucesso dele. Ótima resenha, apesar do texto complicado você escreveu sobre ele de forma bastante clara.

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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  2. Aposto que quase ninguem leu, mas quase todo mundo já ouviu falar! ahahaha Adorei a resenha :) Curti e segui o blog.

    Beijos,
    http://a-song-of-fire.blogspot.com.br/

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    1. Olá Matheus, obrigada por seguir o blog! abraços

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  3. Eu adoro esse livro.
    Alias, eu adoro todos dessa coleção da Martin-Claret.
    São tantos livros bons com preços acessíveis...
    Esse livro é um amor e ódio eterno, perfeito <3
    Beijinhos!
    http://fulanaleitora.blogspot.com.br

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    1. Olá Kezia, tenho alguns livros da Martin Claret, só não gosto das capas !
      abraços

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  4. "Eu não conseguir" Em janeiro, estreia: FRANKENSTEIN

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  5. Eu li e amei essa historia e irei ler de novo

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  6. Podia arrumar os ícones das redes sociais, podia ao menos botar um título no blog.

    Ótima resenha.

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