O trono de diamante de David Eddings

11 agosto 2016

O Trono de Diamante é o primeiro livro da trilogia Elenium, escrito por David Eddings, autor estadunidense, falecido em 2009. O livro foi originalmente escrito em 1989 e, foi traduzido pela Editora Aleph só em 2015. 


O Trono de Diamante
 David Eddings
Editora Aleph
2015 - 408 páginas
Este livro foi cedido pela editora como cortesia



O livro conta a história de Sparhawk, um cavaleiro da ordem dos Pandions e Campeão da Rainha, responsável por proteger a rainha Ehlana, porém o cavaleiro havia sido exilado há 10 anos de Elenia. Retorna então, pois Ehlana corre sério risco. Sparhawk quando retorna vê que a rainha está dentro de uma redoma de vidro que protege a sua vida, através de um poderoso feitiço lançado por Sephrenia, poderosa feiticeira do reino. Misteriosamente Ehlana fica doente, com sintomas parecidos com o que seu pai morreu e, então para sua proteção é colocada sob esse feitiço, que mantém seu coração batendo. 

Do outro lado temos Annias, primado da Igreja e membro do conselho real, que não quer Sparhawk perto de Elenia e muito menos perto de Ehlana, para isso manipula o princípe regente primo da rainha, para que aquilo que quer seja estabelecido no reino. 

O problema para Sparhawk é que, se não houver a solução do problema de saúde de Ehlana em 1 ano, ela morrerá, por isso, por causa de seu compromisso de proteger a vida da rainha, ele retorna para solucionar o caso. No decorrer do texto, muitos outros personagens se inserem na história para ajudar, ou atrapalhar Sparhawk na sua missão, porém vemos toda a história sob a perspectiva dele. 

Confesso que de início demorei para engatar a leitura,  acho que tenha a ver mais com o meu tipo de leitura, porque o livro é bem escrito, tem um texto que não  é cansativo e convence naquilo que se propõe. 

David Eddings é um autor bem reconhecido como escritor de literatura fantástica, confesso que não o conhecia, acho importante justamente, que as editoras possam nos presentear com livros que não temos acesso, e que são clássicos e com autores famosos porém, não traduzidos ainda no Brasil. 

Depois da primeira impressão de uma certa dificuldade, o livro desenrola bem e prende a atenção na trama toda de Sparhawk, que é um personagem-narrador, bravo e tipicamente um guerreiro com tom de medieval. Aliás toda a história tem esse tom, a não ser pela parte de feitiços e certos poderes que o próprio Sparhawk possui, poderia ser uma história de batalha medieval, pelo poder do trono de um reino.

Uma coisa que gostei muito nesta edição, é a diagramação que a Aleph fez, com grandes espaços e uma boa letra para leitura, como é um livro de história repleto de personagens, e muita contextualização e descrição, a diagramação pode e interfere na leitura, mas no caso deste livro, a estrutura de página ajudou demais. 

Para finalizar, recomendo o livro para quem gosta desse tipo de assunto, fãs de batalhas, senhores, princesas e espadas amarão o livro. As vezes, precisamos de histórias de heróis medievais que tem coragem e bravura para defender seus ideais. ;)

Até mais!!




Sobre séries: The Strain

02 junho 2016

Demorei muito para começar a ver The Strain, desde o lançamento da série, ao ver os trailers fiquei com muita curiosidade, porém assisto mais séries do que consigo viver por isso, protelei até agora.



Bom, mas a verdade é que a série de Guillermo Del Toro, realmente é boa, bem produzida e com ótimos atores. A história parte do mito dos vampiros e insere um tom, ao meu ver, meio zumbi aos vampiros. Pode  parecer estranho falar assim, mas a verdade é que a coisa toda funciona muito bem, funciona a ponto de você comprar esse vampiro/zumbi.



Os atores nos papéis principais são : Corey Stoll como Dr. Ephraim "Eph" Goodweather, David Bradley como professor Abraham Setrakian, Mía Maestro como Dra. Nora Martinez, Kevin Durand como Vasiliy Fet, Jonathan Hyde como Eldritch Palmer e Richard Sammel como Thomas Eichhorst, no elenco recorrente. Como já disse antes o elenco é muito interessante, principalmente  Corey Stoll no papel principal, como médico infectologista, que inicia a investigação sobre essa praga que começa a assolar Nova York e acaba se deparando com vampiros esquisitos. 



Já falo já, que pra assistir séries como essa, você tem que comprar o conteúdo dela, nada adianta ficar pensando que aquilo não acontece, ou fulano não faria assim , o negócio é aproveitar o tom trash, descabido e apocalíptico que a série propõe, porque assim vejo essas propostas de encontrar terror numa mistura de dia a dia normal e um tom de horror trash. 

A história faz sentido em si mesma, Guillermo Del Toro é bom no tom que propõe, é bom nas cenas que assusta e nos vilões que põe na história, por isso recomendo, na minha opinião depois de The Walking Dead melhor série do gênero. A série até tem 2 temporadas e promete uma terceira vindo por aí, torcendo pra que realmente tenha. 

Até mais e cuidado pra sair à noite.

:p


Arco de virar réu

25 maio 2016

O arco de virar réu é o livro de estreia de Antonio Cestaro lançado pela Editora Tordesilhas esse ano. O livro conta a trajetória à loucura ou melhor, à esquizofrenia, do narrador, um historiador, J. Bristol, cujo irmão Pedro sofre desde cedo com o diagnóstico de esquizofrenia. 


Arco de virar réu
Antonio Cestaro
Editora Tordesilhas
2016 - 152 páginas
Este livro foi cedido pela editora como cortesia


O livro começa com a narração da doença do irmão e da família do narrador, ao passo que a história se desenrola, principalmente a partir de uma ideia que surge a ele, num simpósio sobre indígenas, que é o alvo de seu estudo. Antes disso, ele nos mostra um pouco de sua família, um tanto desfuncional e que não sabe muito bem lidar com as questões da doença de seu irmão, além de ter sido abandonado pelo pai. 

A loucura é um assunto ao meu ver, bastante atraente porque carrega em si discussões e possibilidades infinitas, há muito tempo ela é explorada seja nos livros, cinema ou qualquer outro meio,  mas é igualmente carregada de incompreensões. 

A loucura do protagonista começa então, a partir desse simpósio onde sofre delírios sobre uma suposta relação das coisas imaginadas por seu irmão e rituais indígenas, começa aí então seu processo de adoecimento. Mistura seus estudos com os delírios de seu irmão, passando por um lento declínio de sua própria sanidade. O nosso narrador começa então a escrever seus próprios delírios, tornando-se aos poucos uma história cheia de lacunas, com falas incoerentes e sem muita conexão, porém sempre uma busca pela sanidade em diversas falas do livro. 

Achei que no decorrer do livro a história fica inconcisa e se perde um pouco, junto com a perda da sanidade do narrador. Um ponto importante que achei é a citação do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, citando um pouco das barbaridades que por lá aconteceram no tratamento de pessoas com problemas psíquicos, história muito bem narrada em Holocausto Brasileiro pela autora/ jornalista Daniela Arbex. 

Para uma estreia, a história é bastante atraente e percorre um pouco desse mundo confuso e de certa forma vazio e complexo que é a doença mental. A narrativa é muito boa e sentimos a deterioração da sanidade de J. Bristol aos poucos, as vezes um pouco superficial demais mas, no geral com uma linguagem que atrai, principalmente, nos delírios, quando o texto se torna extremamente poético. 

Arco de virar réu é uma boa estreia, e tem uma capa lindíssima. 

Até mais!

Sobre qualquer coisa.

22 maio 2016

2015 não foi um ano fácil de leituras, mas 2016 está provando ser um pouco mais difícil, se é que isso é possível.



Ano passado diversas coisas aconteceram que me impediram de ler, principalmente questões no meu trabalho e problemas pessoais, já neste ano sofro de um bloqueio de leituras que anda me tirando o sono (exagero sempre é bom!), mas está difícil de engatar a leitura, digo um livro seguido do outro, ou acertar boas leituras. 




Acredito que bia parte da culpa seja meu excesso de leitura para a preparação do projeto do Doutorado, aí que mora a questão ando lendo muito, mas não literatura, talvez seja esse o ponto, a minha distração momentânea, mas fato é que estamos em maio e li pouquíssimo, por isso o blog anda pouco movimentado, e com poucas resenhas, planos sempre temos de mudar, mas também é verdade que fazer planos é o caminho mais curto para a frustração, por isso ando preferindo dizer que vou tentar. Vou tentar fortemente voltar ao meu ritmo de escrita e leitura, a minha liberdade criativa, a uma coisa que amo demais, que é literatura. 

Como não é possível escrever resenha de artigo :p , penso que por alguns momentos posts aleatórios como esse podem me ajudar a reativar minha mente e esse blog, por isso me perdoem o post meio pessoal, mas como esse blog nunca teve regras, esse post é sobre qualquer coisa. 

Até mais! 

Capitão América: Guerra Civil

06 maio 2016

Fui assistir Capitão América na estréia, porque afinal somos todos fãs de Marvel   :)



Sim, eu sou e fim, sei que tem muitas críticas aos conteúdos dos filmes, a muitos aspectos, mas enfim eu adoro essas porcarias super produzidas, me julguem!

Enfim, Capitão América não tem a presença de dois personagens importantes (e atores lindos by the way!) Mark Ruffalo como Hulk e Chris Hemsworth como o Thor, de qualquer forma só fizeram pelas suas belas carinhas porque, o filme não deixa nada a desejar, de verdade. 




A história é mais séria do que qualquer outra da franquia, e por isso achei uma ótima supresa, porque eles estavam se levando a sério a ponto de discutir pontos importantes do caos que eles mesmo causam, bom tudo isso está mais ou menos lá nos quadrinhos para quem curte. Porém, a história do filme é bem delineada, não é sem pé nem cabeça ou meio fraca como foi Vingadores 2. 

O orçamento zilionário  proporciona bons momentos de ação, de imagens e de efeitos especiais, claro que não esperaríamos menos do que isso pra batalha dos Vingadores. 



Como disse acima, a questão toda aqui é: ok salvamos o mundo, o uma parte dele, porque matamos e destruímos a outra metade enquanto tentamos fazer o "bem", a questão é os vingadores precisam de um controle externo para que evitem esse caos, para que os danos sejam diminuídos ? Alguns concordam outros não, aí que a turma se divide. A questão não é ser mal ou bom, mas é ser justo e isso é melhor que decidam por si mesmo ou é necessário um olhar externo. 

Feiticeira Escarlate rouba a cena da Viúva Negra, a personagem está mais madura e tem parte essencial na história, por isso achei a Viúva meio apagada, deixada quase a segundo plano aqui, outros personagens começam a tomar forma e criar histórias para se manter na franquia. Novos personagens se apresentam como o Homem-aranha e o Homem-formiga, aliás divertidíssimos. 

E temos o Soldado Invernal que apareceu nos Vingadores e vem desenrolar sua história aqui, outro ponto crucial para o racha dos heróis e um ponto de toda ação do filme. 

Bom como você pode ver, é óbvio que eu recomendo o filme, lembrando sempre dentro do contexto dele, filme para se divertir com ação e quadrinhos. 

Até mais!

Lugares Escuros de Gillian Flynn

13 abril 2016

Lugares escuros conta a história de Libby Day uma mulher por volta dos 30 anos, que sofreu um terrível trauma, teve sua família assassinada quando era criança, e o culpado é seu irmão Ben Day. 


Lugares Escuros
Gillian Flynn
Editora Intrínseca
2015 | 352 pgs
Este livro foi enviado pela editora como cortesia


O livro alterna momentos nos dias atuais, a momentos da infância e das lembranças de Libby. Ela vive de doações de pessoas que se sensibilizaram com seu sofrimento, porém no momento em que o livro começa a ser contado, esse dinheiro está acabando e Libby então, tem de começar a se virar para arrumar como sobreviver. 

Uma das formas é vender peças de sua família para um clube que se auto-denomina, The Kill Club, onde há pessoas que são fascinadas por histórias de assassinatos famosos, como da família de Libby. Ela então passa a frequentar o clube, com o intuito de ganhar dinheiro com sua tragédia, e lá desocbre que os integrantes do clube acham que seu irmão Ben, que está preso por mais de 24 anos, não é o culpado dos crimes que foi condenado. 

E agora? Será que ele não é mesmo o culpado ou Libby estava certa de acusar o irmão de assassinar sua mãe e suas irmãs ?

O livro se desenrola a partir daí, a história tem um clima obscuro e tenso por vezes, mas confesso que não foi o suficiente para me cativar como um excelente thriller policial, na minha opinião faltou aí a empatia pela personagem principal, seja ela boa ou ruim, não senti ela como uma personagem forte, com características que me prendessem, senti ela chata e irritante, com momentos bons, mas a consistência da personagem é fraca. 

A história em si é boa, temos boas surpresas em certos momentos, que não falarei obviamente, não há nada pior que spoiler, ainda mais de uma história de suspense, mas há momentos bons, o final pode ser visto por alguns como surpreendentes, mas na minha opinião é bem óbvio o que não é, mas o que é de verdade o final, não é tão interessante como eu esperava, confesso que fiquei um pouco frustrada com o fim escolhido pela autora. 

Sei que a Gillian Flynn tem muitos fãs e muitos elogios, não li nada mais dela, mas nesse ela não me cativou da forma como deveria, num bom enredo policial/suspense. 

Quem sabe na próxima.

Até mais!

Mulheres de Cinza - Mia Couto

28 março 2016

Mulheres de Cinza é o primeiro livro da trilogia As areias do Imperador, trata-se de um romance histórico que conta parte da história de Moçambique, mais especificamente o Estado de Gaza, comandado pelo último Imperador, chamado de Ngungunyane, que foi derrotado em 1895 pelos portugueses comandados por Mouzinho de Albuquerque. 


Mulheres de Cinza
Vol 1 - As areias do Imperador
Mia Couto
Companhia das Letras 
2015 - 344 pgs
Este livro foi cedido pela editora, para resenha, por minha escolha. 


Aqui vemos, obviamente fatos e eventos reais sendo mesclados com narrativas ficcionais de Mia Couto, o livro em parte é contado por Imani, uma menina de 15 anos, de umas das tribos tradicionais da região, os VaChopi. Imani aprendeu o português e por isso, torna-se interprete do sargento português Germano de Melo quando este chega a Vila de Nkokolani, esse avô de Imani. 

A tribo de Imani sofre, porque foi contra a invasão de Ngungunyane, porém sua própria familia é dividida, já que um de seus irmãos apóia a Portugal e o outro o Imperador, sua família está dividida entre o apoio a tribo e a chegada dos portugueses, ao mesmo tempo ameaçada pela tropa do Imperador. 

O livro segue uma alternância de capítulos, em um Imani apresenta a sua visão da história, como nossa narradora, no outro, segue sempre uma carta do Sargento contando sua visão da história.

"Chamo-me Imani. Este nome que me deram não é um nome. Na minha língua materna “Imani” quer dizer “quem é?”. Bate-se a uma porta e, do outro lado, alguém indaga:
— Imani?
Pois foi essa indagação que me deram como identidade. Como se eu fosse uma sombra sem corpo, a eterna espera de uma resposta.
Diz-se em Nkokolani, a nossa terra, que o nome do recém-nascido vem de um sussurro que se escuta antes de nascer. Na barriga da mãe, não se tece apenas um outro corpo. Fabrica-se a alma, o moya. Ainda na penumbra do ventre, esse moya vai-se fazendo a partir das vozes dos que já morreram. Um desses antepassados pede ao novo ser que adote o seu nome. No meu caso, foi-me soprado o nome de Layeluane, a minha avó paterna.
Como manda a tradição, o nosso pai foi auscultar um adivinho. Queria saber se tínhamos traduzido a genuína vontade desse espírito. E aconteceu o que ele não esperava: o vidente não confirmou a legitimidade do batismo. Foi preciso consultar um segundo adivinho que, simpaticamente e contra o pagamento de uma libra esterlina, lhe garantiu que tudo estava em ordem. Contudo, como nos primeiros meses de vida eu chorasse sem parar, a família concluiu que me haviam dado o nome errado. Consultou-se a tia Rosi, a adivinha da família. Depois de lançar os ossículos mágicos, a nossa tia assegurou: “No caso desta menina, não é o nome que está errado; a vida dela é que precisa ser acertada”.
Desistiu o pai das suas incumbências. A mãe que tratasse de mim. E foi o que ela fez, ao batizar-me de “Cinza”. Ninguém entendeu a razão daquele nome que, na verdade, durou pouco tempo. Depois de as minhas irmãs falecerem, levadas pelas grandes enchentes, passei a ser chamada de “a Viva”. Era assim que me referiam, como se o facto de ter sobrevivido fosse a única marca que me distinguia. Os meus pais ordenavam aos meus irmãos que fossem ver onde estava a “Viva”. Não era um nome. Era um modo de não dizer que as outras filhas estavam mortas. "

Percebemos aqui novamente a prosa poética, tão característica de Mia Couto, sempre uma delicia de ser lida, o texto de Mia sempre apresenta em si mesmo uma certa satisfação da leitura, independente do conteúdo em si, a forma doce e leve que o autor conta suas histórias, não é só sua marca, como é um refresco para qualquer bom leitor. Porém, confesso que demorei a engrenar a leitura, não sei exatamente devido a que, talvez meu próprio momento, mas senti uma certa dificuldade com o ritmo. 

O livro não me cativou como outros livros do autor, não me deixou tão maravilhada, porém, uma das partes importantes ao meu ver, é a oportunidade que Mia dá aos seus leitores de entrar em contato com a história de Moçambique. 

Nosso contato com a História de qualquer país africano é pouco, todos sabemos devido ao que, mas não quero falar sobre isso, quero falar que esses livros são importantes pois, marcam a identidade de um povo, divulgam essa identidade. Acho mais do que necessário essa formação ampla de um bom leitor, dias atrás vi um vídeo de uma palestra do TED que mostrava uma mulher que tinha lido um livro de cada país do mundo dentro de um 1 ano, e as suas palavras foram mais ou menos essas: descobri que o mundo é muito maior do que eu achava, que é muito mais diverso e maravilhoso, descobri muitas coisas que não imaginava. E, penso como ela, que a literatura é um desses caminhos que pode nos levar  a descobrir esse mundo aí fora. 

"A diferença entre a Guerra e a Paz é a seguinte: na Guerra, os pobres sâo os primeiros a serem mortos; na Paz, os pobres são os primeiros a morrer. Para nós, mulheres, há ainda uma outra diferença: na Guerra, passamos a ser violadas por quem não conhecemos."
até mais!


Sobre séries novas

05 março 2016

Eu sou a maluca das séries e todo mundo sabe! Bem. obviamente adicionei algumas novas séries a minha playlist, já enorme, mas né porque não mais?

Duas que indico, dessa safra de começo de 2016 é Lucifer e Guerra e Paz. Lucifer é baseada no quadrinhos de mesmo nome da Vertigo/DC Comics, um spin-off do personagem criado por Neil Gaiman em Sandman.



Não entendo muito bem de Lucifer, na versão quadrinhos, mas a série é muito boa.  Obviamente parte para aquele lado mais divertido e cheio de piadas de duplo sentido, mas acredito que o acerto está na escolha do ator que interpreta do papel principal, Tom Ellis da corpo ao capeta que desistiu de cuidar do inferno e resolve viver entre os mortais na Terra. A série não tem nenhuma pretensão além de te divertir e fazer você dar umas boas risadas, então se é isso que está procurando talvez seja uma boa pedida. É produzida nos Estados pela FOX e estreou em janeiro de 2016.



Já Guerra e Paz é da BBC (sinal já de antemão de uma excelente produção), baseada no livro homônimo de Liev Tolstoi, quando alguém filma um clássico da literatura todos, acendemos nossos faróis de atenção para qualquer deslize. Enfim, não li ainda Guerra e Paz , então não me perguntem se é ou não fiel mas, posso dizer que a produção é lindíssima, a fotografia fenomenal e talvez peque um pouco nas escolhas de alguns atores, principalmente o ator Paul Dano, que interpreta Pierre Bezukhov, na minha opinião tem uma atuação bem fraca para a posição importante que ele tem na série. Mas de qualquer forma a série é lindíssima e vale acompanhar.



Vejam  e me digam o que acham!

até mais!

Eu sou a lenda - Richard Matheson

01 março 2016

Gostaria primeiro de salientar que essa foi uma das leituras mais rápidas que fiz na vida, Eu sou a lenda se tornou definitivamente um dos meus livros favoritos do gênero de suspense/terror.

Eu sou a lenda 
Richard Matheson
Editora Aleph
2015 - 384 páginas
Este livro foi cedido pela editora como cortesia. 



Mas vamos lá a história, o livro escrito por Richard Matheson foi publicado pela primeira vez em 1954 e reeditado em 2015 pela Editora Aleph, numa edição obviamente linda e caprichadíssima como  já bem comum em livros da editora. Conta a história de Robert Neville o único sobrevivente de um apocalipse, após uma praga assolar o mundo e transformar pessoas em seres que se alimentam de sangue.

Neville mora em sua casa original, na qual fez imensas transformações, tudo para impedir que essas pessoas contaminadas entrem na sua casa, porém esse perigo se torna maior à noite, além disso acumulou comida, instalou geradores e tudo o mais que fosse necessário a sua sobrevivência. A questão é: porque Neville foi o único sobrevivente a esse desastre ?

Richard vai respondendo essas e outras questões ao longo do livro, e na minha opinião de forma coesa e interessante. Eu fui ler o livro com a expectativa da história do filme, porém são coisas completamente diferentes, o próprio Neville é apresentado de forma bem diferente, o contexto da história também, a única parte semelhante é o cenário pós-apocalíptico, e pára por aí

Comecei falando que foi um dos livros que li mais rápido, e foi mesmo, porque não sou uma leitora capaz de devorar um livro em 2 dias, leio lentamente e por isso terminar um livro em menos de 3 dias com mais de 300 páginas é um recorde, é uma façanha daquelas, por isso saliento a força da narrativa a capacidade de prender atenção e de fazer com que você se envolva na história. Pensei em primeiro momento que isso tivesse a ver com minha preferência por histórias de terror, mas acredito que não, a história em si é interessante e atrativa, mesmo porque os elementos de terror, não são aterrorizantes de verdade, são elementos de uma história que abrange o fantástico e algumas coisas de elementos do gênero de terror, por isso se você é do tipo que não gosta de se assustar ou acha que ão vai dormir a noite, não é o que este livro vai te causar, porque toda a trama gira muito mais em torno do drama de Neville do que no apocalipse em si.

O livro ainda conta com extras, uma critica literária e uma entrevista com o autor, o prefácio escrito por Stephen King dá suporte a incrível história escrita por Matheson. 

Já vi muitas pessoas comentarem sobre o final, que não gostaram dele, porém achei sinceramente que foi adequado e até certo ponto surpreendente, não há como florear um final no clima que a história se propõe, seria no mínimo incoerente. 

Por isso recomendo muitíssimo pros fãs do gênero, ou não, Eu sou a lenda é daqueles livros que nos deixam frustradas ao final, porque simplesmente acabaram. :)

Até mais!


Indicações de links

24 fevereiro 2016

Quero indicar aqui algumas coisas que valem a pena ser lidas, vistas e compartilhadas que falem sobre livros (ou não)

1. Clubes de leituras que acontecem em São Paulo (mas não só), mais informações no blog O Espanador: aqui

2. Ler mais mulheres faz a diferença ? Postagem da página Leia Mulheres

3. Resenha de Americanah no vlog da Gabi Francine :
 

4. Indicação de filme : Spotlight (Segredos Revelados) - 2015




Daqui a pouco tem mais :)

 
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