Penny Dreadful

21 novembro 2016

Numa primeira olhada, Penny Dreadful pode parecer uma miscelânea de personagens e histórias que parecem não fazer sentido, mas fazem. 


O título se refere aos Penny Dreadfuls, publicações de ficção e terror que eram vendidas na Inglaterra do século 19. Por serem histórias que custavam um centavo, tinham como apelido "centavos do terror". 

Juntar vampiros, lobisomens, Frankenstein, médiuns, bruxas, Dorian Gray, parece sem sentido, muitas histórias e personagens de terror clássico compõem o roteiro desta série cujo personagem principal é a enigmática Vanessa Ives interpretada por Eva Green.

Penny Dreadful tem ao todo 3 temporadas, porém nesse ano (2016) no início da terceira temporada, os produtores surpreenderam a todos dizendo que esta seria a última da série. Acredito que foi um pouco decepcionante porque acho que a série ainda tinha bastante a render, principalmente porque as suas temporadas sempre foram curtas com no máximo 10 episódios na segunda. Assim, as histórias sempre foram contadas de forma muito concisa, sem aquela enrolação normal de uma série com 22, 23 episódio. 

Vanessa Ives é uma médium que tem um contato muito profundo com o mal por alguma razão, Vanessa é quase sempre tentada e levada a ter contato com as criaturas das trevas e sendo muito influenciada por isso. Ao seu redor pairam outros personagens tão interessantes quanto ela, e isso é uma das partes importantes dessa série, a capacidade de construir ótimos personagens que não são necessariamente protagonistas.

O principal deles, ao meu ver é Sir Malcolm Murray (Timothy Dalton) que é na série o pai de Mina, a personagem famosa por ser o par romântico de Drácula em algumas produções. Malcolm é um personagem que não é nada fechado, ele é com certeza um dos que mais sofre transformações ao longo da série, um dos personagens que mais cresce, principalmente devido a influência de Vanessa em sua vida.

Ethan Chandler (Josh Hartnett) é outro daqueles personagens fantásticos da série. Ele entra na história de forma bastante sutil e vai se tornando essencial ao contorno da série, destaco a interpretação de Josh, nunca tinha  visto uma atuação sua tão boa e carregada de um peso emocional tão convincente. Ethan é meu personagem favorito.



Associado a história mas, não menos importantes estão outras figuras da literatura do terror/suspense, como a criatura de Frankenstein, feito por Rory Kinnear como uma interpretação poética e sensível. Além dele, obviamente o próprio Dr. Frankenstein, interpretado por Harry Treadaway e Dorian Gray (Reeve Carney) tem importantes papéis dentro de toda a trama de Penny Dreadfull.

Ao longo de cada temporada, outros personagens importantes e conhecidos do mundo do terror são inseridos, porém detalha-los aqui seria como trazer spoilers para quem ainda não viu nenhuma temporada.

Algumas pessoas elogiaram e outras detestaram o término da série na sua 3º temporada, penso que se por um lado é bom, não se perde uma série boa em temporadas infinitas que nada dizem, por outro lado acho que ainda havia assuntos a serem discutidos dentro da série, muitas coisas ficaram com pontas soltas e ainda seria possível ao menos, mais 1 temporada.

Porém, a série vale ser assistida, não só por todo contexto suspense/terror que envolve, mas por atuações e roteiros muito bons. Parece uma salada mista de personagens aleatórios, mas no fim você percebe a ótima coesão entre todos num roteiro super bem escrito.

Bom é isso, e você o que acha da série ?

Boa noite, Darth Vader - Jeffrey Brown

17 novembro 2016

Uma das coisas mais bonitinhas lançadas nos últimos é essa coleção do Jeffrey Brown da Aleph.

Boa noite, Darth Vader é o terceiro livro que a editora lança com a temática girando em torno de Darth Vader criando seus filhos gêmeos, Luke e Leia. Neste volume a história narrada na verdade é a história que Darth Vader conta a seus filhos para dormir.


Boa noite, Darth Vader
Jeffrey Brown
Editora Aleph
64 pgs | 2016
Este livro foi cedido pela editora como cortesia



A graciosidade da história dá o tom, vários personagens, locais e passagens da história original são revisitados mas, daquela forma, como uma história de ninar, cheia de rimas e ritmo. 

O que mais me agrada nessas histórias além do bom humor, é a figura do Darth como pai, mas um pai normal, que briga, que é desobedecido, que tem de contar histórias para dormir e no final é ele quem dorme por que a canseira venceu. Isso é muito engraçado e gracioso, Jeffrey Brown consegue criar um Darth que você acha sempre muito fofo. 

A Aleph já lançou outros livros de Jeffrey Brown e fizemos a resenha de alguns deles aqui, caso você queira ler é só clicar aqui e aqui.

Vale a pena não só para ler para as crianças, mas para todo aquele que como eu é fascinado por Star Wars.

Até mais!


Um útero é do tamanho de um punho de Angélica Freitas

17 outubro 2016

Se eu pudesse resumir em poucas palavras esse livro eu diria: um livro que fala sobre ser mulher e todas as suas peculiaridades.


Um Útero é do Tamanho de um Punho
Angélica Freitas 
2012 - 96 pgs
Cosac & Naify


Dentro do mundo da literatura poucos livros que pude ler focam tanto no corpo, nas questões e condições femininas como este. Para mim, é especialmente difícil falar sobre poesia, porque ao meu ver a leitura de qualquer poesia é muito subjetiva, muito pessoal então como falar sobre poesia?
Prefiro apenas fazer alguns comentários bem simples.

Um útero é do tamanho de um punho foi escrito por Angélica Freitas, poeta gaúcha, seu livro foi lançado pela falecida Cosac & Naify em 2012. 

O livro é dividido em capítulos que são respectivamente: “Uma mulher limpa”; “Mulher de”; “A mulher é uma construção”; “3 poemas com auxílio do Google”; “Argentina” e “O livro rosa do coração dos trouxas”. Em cada um desses capítulos o tema é o mesmo, o mundo feminino, porém visto sob perspectivas diferentes. Assuntos como machismo, aborto, sexo, porém questionando sempre se a mulher pertence a ela mesma ou a que ponto e com que intensidade a sociedade influencia na constituição da mulher. 

Discussões importantes tem sido levantadas e movimentos surgiram para destacar a importância da questão de gênero na literatura, menos mulheres são editadas e consequentemente lidas no mercado editorial. Quando pensamos ainda numa literatura escrita por mulher e que trate de assuntos femininos de forma que não nos estereotipe, se torna quase uma raridade. Por isso é necessário a leitura e edição de autoras como Angélica Freitas que abordam o mundo feminino através dos olhos de uma mulher questionando seus papéis e condições. 


Uma mulher limpa 

porque uma mulher boa
é uma mulher limpa 
e se ela é uma mulher limpa 
ela é uma mulher boa 

há milhões, milhões de anos 
pôs-se sobre duas patas 
a mulher era braba e suja 
braba e suja e ladrava 

porque uma mulher braba 
não é uma mulher boa 
e uma mulher boa 
é uma mulher limpa 

há milhões, milhões de anos 
pôs-se sobre duas patas 
não ladra mais, é mansa 
é mansa e boa e limpa

Até mais!



Mês do Arrepio em Outubro

05 outubro 2016

Já era para ter escrito esse post à dias, duas coisas me impediram : 1. memória, porque ando me esquecendo de absolutamente tudo; 2. tempo, a velha desculpa ..... óbvio, como ser menos clichê, eis a questão. 
Bom, depois do momento desculpa "o post atrasado", vamos ao assunto: outubro é Halloween! Mês de maldade, mês de bruxa, mês de terror, mês de ver/ler tudo aquilo que você vem protelando a meses :)

Fui convidada pela Michelle Gimenez do blog Resumo da Ópera para participar, junto com outras pessoas maravilhosas, do Mês do Arrepio, que consiste em falar sobre assuntos relacionados ao terror/suspense, seja filme, livro, série etc. 

Link para post da Michelle aqui


A minha expectativa neste mês é ler ao menos 3 livros que estão na minha estante há algum tempo, que são : A Narrativa de A Gordon Pym e Contos de Imaginação e Mistério, ambos de Edgar Allan Poe (que nunca li por sinal) e O Vampiro Lestat de Anne Rice, comprei quase toda a coleção mas li apenas o primeiro livro das Crônicas Vampirescas que é Entrevista com Vampiro. 




Se tudo certo, tentarei ler Dracula porém, não é certo porque meu ritmo de leitura anda bem lento. Veremos então o resultado de tudo isso :) 

Tentarei também falar de algumas séries e filmes que vi nos últimos tempos dentro da temática. 

É isso por hoje, até mais!

O trono de diamante de David Eddings

11 agosto 2016

O Trono de Diamante é o primeiro livro da trilogia Elenium, escrito por David Eddings, autor estadunidense, falecido em 2009. O livro foi originalmente escrito em 1989 e, foi traduzido pela Editora Aleph só em 2015. 


O Trono de Diamante
 David Eddings
Editora Aleph
2015 - 408 páginas
Este livro foi cedido pela editora como cortesia



O livro conta a história de Sparhawk, um cavaleiro da ordem dos Pandions e Campeão da Rainha, responsável por proteger a rainha Ehlana, porém o cavaleiro havia sido exilado há 10 anos de Elenia. Retorna então, pois Ehlana corre sério risco. Sparhawk quando retorna vê que a rainha está dentro de uma redoma de vidro que protege a sua vida, através de um poderoso feitiço lançado por Sephrenia, poderosa feiticeira do reino. Misteriosamente Ehlana fica doente, com sintomas parecidos com o que seu pai morreu e, então para sua proteção é colocada sob esse feitiço, que mantém seu coração batendo. 

Do outro lado temos Annias, primado da Igreja e membro do conselho real, que não quer Sparhawk perto de Elenia e muito menos perto de Ehlana, para isso manipula o princípe regente primo da rainha, para que aquilo que quer seja estabelecido no reino. 

O problema para Sparhawk é que, se não houver a solução do problema de saúde de Ehlana em 1 ano, ela morrerá, por isso, por causa de seu compromisso de proteger a vida da rainha, ele retorna para solucionar o caso. No decorrer do texto, muitos outros personagens se inserem na história para ajudar, ou atrapalhar Sparhawk na sua missão, porém vemos toda a história sob a perspectiva dele. 

Confesso que de início demorei para engatar a leitura,  acho que tenha a ver mais com o meu tipo de leitura, porque o livro é bem escrito, tem um texto que não  é cansativo e convence naquilo que se propõe. 

David Eddings é um autor bem reconhecido como escritor de literatura fantástica, confesso que não o conhecia, acho importante justamente, que as editoras possam nos presentear com livros que não temos acesso, e que são clássicos e com autores famosos porém, não traduzidos ainda no Brasil. 

Depois da primeira impressão de uma certa dificuldade, o livro desenrola bem e prende a atenção na trama toda de Sparhawk, que é um personagem-narrador, bravo e tipicamente um guerreiro com tom de medieval. Aliás toda a história tem esse tom, a não ser pela parte de feitiços e certos poderes que o próprio Sparhawk possui, poderia ser uma história de batalha medieval, pelo poder do trono de um reino.

Uma coisa que gostei muito nesta edição, é a diagramação que a Aleph fez, com grandes espaços e uma boa letra para leitura, como é um livro de história repleto de personagens, e muita contextualização e descrição, a diagramação pode e interfere na leitura, mas no caso deste livro, a estrutura de página ajudou demais. 

Para finalizar, recomendo o livro para quem gosta desse tipo de assunto, fãs de batalhas, senhores, princesas e espadas amarão o livro. As vezes, precisamos de histórias de heróis medievais que tem coragem e bravura para defender seus ideais. ;)

Até mais!!




Sobre séries: The Strain

02 junho 2016

Demorei muito para começar a ver The Strain, desde o lançamento da série, ao ver os trailers fiquei com muita curiosidade, porém assisto mais séries do que consigo viver por isso, protelei até agora.



Bom, mas a verdade é que a série de Guillermo Del Toro, realmente é boa, bem produzida e com ótimos atores. A história parte do mito dos vampiros e insere um tom, ao meu ver, meio zumbi aos vampiros. Pode  parecer estranho falar assim, mas a verdade é que a coisa toda funciona muito bem, funciona a ponto de você comprar esse vampiro/zumbi.



Os atores nos papéis principais são : Corey Stoll como Dr. Ephraim "Eph" Goodweather, David Bradley como professor Abraham Setrakian, Mía Maestro como Dra. Nora Martinez, Kevin Durand como Vasiliy Fet, Jonathan Hyde como Eldritch Palmer e Richard Sammel como Thomas Eichhorst, no elenco recorrente. Como já disse antes o elenco é muito interessante, principalmente  Corey Stoll no papel principal, como médico infectologista, que inicia a investigação sobre essa praga que começa a assolar Nova York e acaba se deparando com vampiros esquisitos. 



Já falo já, que pra assistir séries como essa, você tem que comprar o conteúdo dela, nada adianta ficar pensando que aquilo não acontece, ou fulano não faria assim , o negócio é aproveitar o tom trash, descabido e apocalíptico que a série propõe, porque assim vejo essas propostas de encontrar terror numa mistura de dia a dia normal e um tom de horror trash. 

A história faz sentido em si mesma, Guillermo Del Toro é bom no tom que propõe, é bom nas cenas que assusta e nos vilões que põe na história, por isso recomendo, na minha opinião depois de The Walking Dead melhor série do gênero. A série até tem 2 temporadas e promete uma terceira vindo por aí, torcendo pra que realmente tenha. 

Até mais e cuidado pra sair à noite.

:p


Arco de virar réu

25 maio 2016

O arco de virar réu é o livro de estreia de Antonio Cestaro lançado pela Editora Tordesilhas esse ano. O livro conta a trajetória à loucura ou melhor, à esquizofrenia, do narrador, um historiador, J. Bristol, cujo irmão Pedro sofre desde cedo com o diagnóstico de esquizofrenia. 


Arco de virar réu
Antonio Cestaro
Editora Tordesilhas
2016 - 152 páginas
Este livro foi cedido pela editora como cortesia


O livro começa com a narração da doença do irmão e da família do narrador, ao passo que a história se desenrola, principalmente a partir de uma ideia que surge a ele, num simpósio sobre indígenas, que é o alvo de seu estudo. Antes disso, ele nos mostra um pouco de sua família, um tanto desfuncional e que não sabe muito bem lidar com as questões da doença de seu irmão, além de ter sido abandonado pelo pai. 

A loucura é um assunto ao meu ver, bastante atraente porque carrega em si discussões e possibilidades infinitas, há muito tempo ela é explorada seja nos livros, cinema ou qualquer outro meio,  mas é igualmente carregada de incompreensões. 

A loucura do protagonista começa então, a partir desse simpósio onde sofre delírios sobre uma suposta relação das coisas imaginadas por seu irmão e rituais indígenas, começa aí então seu processo de adoecimento. Mistura seus estudos com os delírios de seu irmão, passando por um lento declínio de sua própria sanidade. O nosso narrador começa então a escrever seus próprios delírios, tornando-se aos poucos uma história cheia de lacunas, com falas incoerentes e sem muita conexão, porém sempre uma busca pela sanidade em diversas falas do livro. 

Achei que no decorrer do livro a história fica inconcisa e se perde um pouco, junto com a perda da sanidade do narrador. Um ponto importante que achei é a citação do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, citando um pouco das barbaridades que por lá aconteceram no tratamento de pessoas com problemas psíquicos, história muito bem narrada em Holocausto Brasileiro pela autora/ jornalista Daniela Arbex. 

Para uma estreia, a história é bastante atraente e percorre um pouco desse mundo confuso e de certa forma vazio e complexo que é a doença mental. A narrativa é muito boa e sentimos a deterioração da sanidade de J. Bristol aos poucos, as vezes um pouco superficial demais mas, no geral com uma linguagem que atrai, principalmente, nos delírios, quando o texto se torna extremamente poético. 

Arco de virar réu é uma boa estreia, e tem uma capa lindíssima. 

Até mais!

Sobre qualquer coisa.

22 maio 2016

2015 não foi um ano fácil de leituras, mas 2016 está provando ser um pouco mais difícil, se é que isso é possível.



Ano passado diversas coisas aconteceram que me impediram de ler, principalmente questões no meu trabalho e problemas pessoais, já neste ano sofro de um bloqueio de leituras que anda me tirando o sono (exagero sempre é bom!), mas está difícil de engatar a leitura, digo um livro seguido do outro, ou acertar boas leituras. 




Acredito que bia parte da culpa seja meu excesso de leitura para a preparação do projeto do Doutorado, aí que mora a questão ando lendo muito, mas não literatura, talvez seja esse o ponto, a minha distração momentânea, mas fato é que estamos em maio e li pouquíssimo, por isso o blog anda pouco movimentado, e com poucas resenhas, planos sempre temos de mudar, mas também é verdade que fazer planos é o caminho mais curto para a frustração, por isso ando preferindo dizer que vou tentar. Vou tentar fortemente voltar ao meu ritmo de escrita e leitura, a minha liberdade criativa, a uma coisa que amo demais, que é literatura. 

Como não é possível escrever resenha de artigo :p , penso que por alguns momentos posts aleatórios como esse podem me ajudar a reativar minha mente e esse blog, por isso me perdoem o post meio pessoal, mas como esse blog nunca teve regras, esse post é sobre qualquer coisa. 

Até mais! 

Capitão América: Guerra Civil

06 maio 2016

Fui assistir Capitão América na estréia, porque afinal somos todos fãs de Marvel   :)



Sim, eu sou e fim, sei que tem muitas críticas aos conteúdos dos filmes, a muitos aspectos, mas enfim eu adoro essas porcarias super produzidas, me julguem!

Enfim, Capitão América não tem a presença de dois personagens importantes (e atores lindos by the way!) Mark Ruffalo como Hulk e Chris Hemsworth como o Thor, de qualquer forma só fizeram pelas suas belas carinhas porque, o filme não deixa nada a desejar, de verdade. 




A história é mais séria do que qualquer outra da franquia, e por isso achei uma ótima supresa, porque eles estavam se levando a sério a ponto de discutir pontos importantes do caos que eles mesmo causam, bom tudo isso está mais ou menos lá nos quadrinhos para quem curte. Porém, a história do filme é bem delineada, não é sem pé nem cabeça ou meio fraca como foi Vingadores 2. 

O orçamento zilionário  proporciona bons momentos de ação, de imagens e de efeitos especiais, claro que não esperaríamos menos do que isso pra batalha dos Vingadores. 



Como disse acima, a questão toda aqui é: ok salvamos o mundo, o uma parte dele, porque matamos e destruímos a outra metade enquanto tentamos fazer o "bem", a questão é os vingadores precisam de um controle externo para que evitem esse caos, para que os danos sejam diminuídos ? Alguns concordam outros não, aí que a turma se divide. A questão não é ser mal ou bom, mas é ser justo e isso é melhor que decidam por si mesmo ou é necessário um olhar externo. 

Feiticeira Escarlate rouba a cena da Viúva Negra, a personagem está mais madura e tem parte essencial na história, por isso achei a Viúva meio apagada, deixada quase a segundo plano aqui, outros personagens começam a tomar forma e criar histórias para se manter na franquia. Novos personagens se apresentam como o Homem-aranha e o Homem-formiga, aliás divertidíssimos. 

E temos o Soldado Invernal que apareceu nos Vingadores e vem desenrolar sua história aqui, outro ponto crucial para o racha dos heróis e um ponto de toda ação do filme. 

Bom como você pode ver, é óbvio que eu recomendo o filme, lembrando sempre dentro do contexto dele, filme para se divertir com ação e quadrinhos. 

Até mais!

Lugares Escuros de Gillian Flynn

13 abril 2016

Lugares escuros conta a história de Libby Day uma mulher por volta dos 30 anos, que sofreu um terrível trauma, teve sua família assassinada quando era criança, e o culpado é seu irmão Ben Day. 


Lugares Escuros
Gillian Flynn
Editora Intrínseca
2015 | 352 pgs
Este livro foi enviado pela editora como cortesia


O livro alterna momentos nos dias atuais, a momentos da infância e das lembranças de Libby. Ela vive de doações de pessoas que se sensibilizaram com seu sofrimento, porém no momento em que o livro começa a ser contado, esse dinheiro está acabando e Libby então, tem de começar a se virar para arrumar como sobreviver. 

Uma das formas é vender peças de sua família para um clube que se auto-denomina, The Kill Club, onde há pessoas que são fascinadas por histórias de assassinatos famosos, como da família de Libby. Ela então passa a frequentar o clube, com o intuito de ganhar dinheiro com sua tragédia, e lá desocbre que os integrantes do clube acham que seu irmão Ben, que está preso por mais de 24 anos, não é o culpado dos crimes que foi condenado. 

E agora? Será que ele não é mesmo o culpado ou Libby estava certa de acusar o irmão de assassinar sua mãe e suas irmãs ?

O livro se desenrola a partir daí, a história tem um clima obscuro e tenso por vezes, mas confesso que não foi o suficiente para me cativar como um excelente thriller policial, na minha opinião faltou aí a empatia pela personagem principal, seja ela boa ou ruim, não senti ela como uma personagem forte, com características que me prendessem, senti ela chata e irritante, com momentos bons, mas a consistência da personagem é fraca. 

A história em si é boa, temos boas surpresas em certos momentos, que não falarei obviamente, não há nada pior que spoiler, ainda mais de uma história de suspense, mas há momentos bons, o final pode ser visto por alguns como surpreendentes, mas na minha opinião é bem óbvio o que não é, mas o que é de verdade o final, não é tão interessante como eu esperava, confesso que fiquei um pouco frustrada com o fim escolhido pela autora. 

Sei que a Gillian Flynn tem muitos fãs e muitos elogios, não li nada mais dela, mas nesse ela não me cativou da forma como deveria, num bom enredo policial/suspense. 

Quem sabe na próxima.

Até mais!

 
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